Coluna

Aos poucos, mulheres ganham espaço no mercado cervejeiro

"Embora a participação feminina na 'base' seja bem menor que a masculina, há mulheres em grande parte dos cargos de destaque" (foto: João Castellano/ Ag. IstoÉ)

por Roberto Fonseca*

Se ainda é preciso derrubar desinformações e preconceitos do mercado cervejeiro, certamente os que envolvem mulheres estão entre os principais. O mais evidente deles está nas propagandas de grandes marcas de cerveja – e, infelizmente, de algumas microcervejarias –, onde ainda se aposta no apelo sexual para vender. Mas há outros, como o bordão “mulher gosta de cerveja docinha ou de frutas”, que ignora a possibilidade de existirem apreciadoras de IPAs e afins.

O cenário cervejeiro nacional vive uma situação paradoxal. Por um lado, há mulheres em grande parte dos cargos de destaque. Os três principais cursos de formação de sommeliers de cerveja são chefiados por elas: Cilene Saorin, que já foi colunista da Menu; Kathia Zanatta e Amanda Reitenbach. Há cervejeiras fazendo um belo trabalho em microcervejarias, como Fernanda Ueno (Colorado) e Carolina Okubo (Invicta). Também há sommelières se destacando na propagação da cultura cervejeira, como Bia Amorim e Carolina Oda.

Entretanto, a participação de mulheres na “base” da cultura ainda é bem menor que a masculina. Tome-se como exemplo o Campeonato Mundial de Sommeliers de Cerveja, que ocorreu em 2015 no Brasil. Entre os 50 finalistas, apenas uma mulher, a alemã Irina Zimmermann – nem uma brasileira.

Alex Iunes, embaixadora no Brasil da Pink Boots Society – organização profissional de mulheres que atuam no ramo, surgida nos Estados Unidos – vê um aumento da participação feminina no cenário cervejeiro nacional. “Mas seja como consumidoras ou profissionais, nós mulheres ainda não temos igual representação”, diz. “O fato de vivermos em uma cultura sexista faz com que as mulheres não se sintam bem participando.” Para ela, as cervejarias precisam adequar seu marketing ao público feminino.

Entre 5 e 8 de março, a Pink Boots vai organizar eventos de produção de cerveja abertos ao público em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Seria bastante interessante ver a cerveja, por meio de ações assim, ajudar a resolver um problema que é de toda a sociedade.

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estou bebendo Blondine Trio Session IPA Foi concebida pelas sommelières de cerveja Amanda Reitenbach, Bia Amorim e Carolina Oda. Tem notas cítricas moderadas, amargor idem, corpo leve. Por R$ 16 (310 ml) na Cervejoteca Vila Mariana.

Blondine Trio Session IPA
Foi concebida pelas sommelières de cerveja Amanda Reitenbach,
Bia Amorim e Carolina Oda. Tem notas cítricas moderadas, amargor idem, corpo leve (R$ 16**, 310 ml, na Cervejoteca Vila Mariana)

* Coluna publicada na edição 204 

** O preço da cerveja pode ter sofrido alterações

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