07/05/2026 - 12:00
A chef brasileira Manu Buffara foi escolhida para comandar a nova fase do Elemento Atlântico, restaurante da Quinta da Comporta, hotel localizado na região de Setúbal, em Portugal, a cerca de uma hora e meia de Lisboa. O espaço, que pertence ao grupo francês Experimental Group, será reaberto no verão europeu de 2026 com uma proposta centrada na sazonalidade e nos ingredientes locais.
Conhecida pelo trabalho desenvolvido no restaurante Manu, em Curitiba, Buffara levará à cozinha portuguesa uma abordagem conectada à biodiversidade e aos produtores da região. A ideia é construir um menu inspirado pela paisagem de Comporta, marcada por arrozais, dunas e pelo Atlântico, combinando ingredientes portugueses com referências da culinária brasileira.
Entre os produtos destacados estão o arroz cultivado localmente, cítricos, figos, amêndoas e frutos do mar. A chef também pretende manter uma cozinha de perfil majoritariamente vegetal, característica já presente em seu trabalho no Brasil. No cardápio, devem aparecer pratos como ostras com maracujá e óleo de coco, arroz cremoso com castanha de caju e camarões carabineros, além de releituras de receitas tradicionais portuguesas, como o bacalhau com repolho.
“Há muito tempo eu sonhava em trabalhar com a equipe Experimental, e a chegada deles a Comporta foi a oportunidade perfeita. Quero descobrir os produtos da região, conhecer os produtores locais e criar uma cozinha inspirada pelo oceano, pela luz e pelos sabores deste território”, diz a chef.
A parceria marca um novo projeto internacional de Manu Buffara. Em 2022, ela foi eleita a melhor chef mulher da América Latina pelo Latin America’s 50 Best Restaurants. Também recebeu recentemente o selo de três facas do guia The Best Chef Awards e o prêmio Flor de Caña Sustainable Restaurant Award, voltado a iniciativas ligadas à sustentabilidade.
O Elemento Atlântico ocupa um espaço projetado pelo designer francês Philippe Starck. Concebido como uma espécie de chalé contemporâneo entre as dunas, o restaurante aposta em ambientes abertos para a paisagem natural e em uma experiência voltada a longos almoços à beira-mar, aquele tipo de refeição em que o tempo passa mais devagar, como convém aos verões portugueses.
