Bebida

Chocolate e cerveja, bem longe da mesmice

Estou bebendo Tupiniquim Manjar Negro Imperial Stout gaúcha de 12% que leva coco na receita. Boas notas do ingrediente, de chocolate escuro e final que pende mais ao amargo. Custa R$ 28 (310 ml) no Empório Alto dos Pinheiros.

Já há algumas Páscoas, confesso, sinto um certo desânimo ao abrir e-mails cervejeiros sobre harmonizações para a época. Não pela qualidade das sugestões, mas pela pouca novidade das combinações entre chocolate – quase sempre em barras – e cervejas propostas. Por isso, sempre é uma surpresa maior ao encontrar quem apareça com ideias realmente diferentes sobre o tema, e foi isso que vi em uma palestra no Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC).

O norte-americano Pete Slosberg fez fama, inicialmente, com a cerveja – a Pete’s Wicked Ale –, mas também foi além no assunto chocolate, tendo sua própria produção comercial. Junto com a sommelière Rafaela Brunetto, ele apresentou durante o festival um jantar combinando chocolate e cerveja de maneiras bem pouco usuais.

Minha favorita foi a salada de folhas verdes e amargas (espinafre, rúcula, endívia e alface) com vinagrete, fatias bem finas de parmesão e chocolate ao leite ralado. Se a sua primeira reação foi torcer o nariz, saiba que a combinação dos elementos – e da Berliner Weisse com pêssego Blumenau Sun of Peach – realmente atingiu o previsto por Slosberg antes da garfada: uma série de “explosões” momentâneas de cada sensação (amarga, azeda, salgada e doce).

Também se destacou uma combinação mais simples, de chocolate com cerca de 50% de cacau e gengibre cristalizado (o chocolate foi derretido e unido ao gengibre, mas podem ser consumidos em separado) com uma American IPA. Gengibre e lúpulos cítricos fazem um casamento muito bom, acentuando notas picantes e limpando a gordura do chocolate da boca.

Em uma escala mais avançada, um dos pratos servidos teve duas harmonizações: a do purê de batatas com pimenta preta e chocolate branco no lugar da manteiga, que combinou muito bem com uma Tripel potente, como a Montfort, da Bodebrown. E uma costelinha suína que leva temperos e a Imperial Porter Tupiniquim Monjolo no cozimento e, posteriormente, no molho feito com sua redução e adição de açúcar mascavo e chocolate 70% cacau. Para fazer frente ao prato, foi escolhida uma cerveja mais parruda, também da Bodebrown, a Atomga Cherry, Imperial Stout maturada em barris de madeira e com 13%. Nesse caso, porém, o álcool se sobressaiu demais, o que sugere que talvez uma Imperial Stout um pouco menos potente se adeque melhor.

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