O Dia do Espaguete foi celebrado mais uma vez na sua história neste domingo, 4 da janeiro, destacando uma das massas mais consumidas do mundo, além de um dos maiores símbolos da culinária italiana. Presente no dia a dia de milhões de pessoas, o espaguete tem uma história longa, construída principalmente a partir de tradição, técnica e identidade.

Antes de se firmar como prato italiano, versões primitivas de massa já existiam entre gregos e romanos. No entanto, foi a partir da Idade Média, no sul da Itália, que o espaguete começou a ganhar a forma atual. A Sicília teve papel importante nesse processo, especialmente pela influência árabe, que contribuiu para o desenvolvimento de técnicas de secagem da massa, permitindo maior conservação e transporte.

A massa seca mudou a relação das pessoas com o alimento. Feito com trigo duro e água, o espaguete passou a ser produzido em maior escala e se tornou acessível, resistente ao cozimento e fácil de armazenar. Cidades como Nápoles se destacaram como polos de produção, popularizando o consumo da massa entre diferentes camadas da população.

Espaguete é um dos principais símbolos da culinária italiana – Foto: Freepik

A combinação com o molho de tomate, hoje fortemente associada ao espaguete, se consolidou apenas no século XIX. O tomate chegou à Europa no século XVI, mas levou um certo tempo para ser aceito na culinária. Quando aconteceu, a união com a massa ajudou a fortalecer a identidade da cozinha italiana no mundo.

No Dia do Espaguete, a data chama atenção para um prato simples, versátil e cheio de história, que representa também tradição e, claro, praticidade. Com esse prato histórico, a culinária italiana conquista ainda mais o coração dos apaixonados por gastronomia.