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Notícias05/08/2022

Insegurança alimentar é mais grave em lares chefiados por mulheres negras

Insegurança alimentar é mais grave em lares chefiados por mulheres negras (Foto: iStock)

Insegurança alimentar é mais grave em lares chefiados por mulheres negras (Foto: iStock)

Pedro Marques
Texto por:Pedro Marques05/08/22 - 17h59min - Atualizado em 05/08/22 - 17h59min

Um estudo realizado em Salvador por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelou que os lares chefiados por mulheres negras são os mais ameaçados pela fome: 21,2% deles têm insegurança alimentar moderada ou grave e outros 25,6% possuem insegurança alimentar leve.

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Somadas as duas categorias, os dados indicam que preocupações em relação ao acesso à comida em quantidade e qualidade estão presentes em mais da metade desses domicílios.

Os resultados do estudo constam de artigo científico publicado na edição de hoje (5) da Revista Cadernos de Saúde Pública, editada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os pesquisadores trabalharam com uma amostra de 14.713 domicílios em 160 bairros da capital baiana. Um questionário com 62 perguntas foi aplicado de forma presencial e online. A coleta de dados ocorreu entre 2018 e 2020.

Para determinar a gravidade da situação, os pesquisadores utilizaram a classificação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia). A condição é considerada grave quando há ocorrência de fome ou quando a quantidade de alimentos para as crianças é restrita, moderada, ou quando os alimentos para adultos são restritos e as pessoas tenham incertezas se conseguirão comer em um futuro próximo.

Já a segurança alimentar se configura quando há acesso à alimentação em quantidade e qualidade. Essa situação é predominante entre lares chefiados por homens brancos. Em 74,5% deles, não há preocupações relacionadas com a comida.

A nutricionista Silvana Oliveira, uma das pesquisadoras que assina o artigo, explica que diversos estudos comprovam que a insegurança alimentar se relaciona com fatores socioeconômicos como renda e escolaridade. Ela pondera, no entanto, que eles não explicam tudo e a discriminação racial também deve ser considerada.

"As pessoas ainda têm uma visão que o lugar da mulher negra é no trabalho doméstico. São alguns estereótipos que estão associados, por exemplo, à falta de oportunidades de ter melhor renda. Mesmo que tenha a escolaridade igual a de uma mulher branca, a mulher negra tende a ter um salário menor porque paira no imaginário social que ela tem uma menor valoração", analisa.

Embora a pesquisa tenha se debruçado sobre a realidade de Salvador, a nutricionista afirma que os resultados são semelhantes a de outros estudos que documentam a desigualdade racial no país.

(*) Da redação da Menu, com informações da Agência Brasil

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